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Notícias na 25 de março

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Como o botão Curtir mudou a internet nos últimos dez anos

Fazendo aniversário, função que nasceu no Facebook fez usuários buscarem protagonismo na web e e criou um bilionário modelo de negócios

No princípio, as redes sociais eram o verbo. Sentimentos, desejos e teorias eram expressados - e respondidos - por texto. A natureza da internet passou a ser diferente quando, no dia 9 de fevereiro de 2009, o Facebook propôs uma singela questão aos seus membros: "Curtiu?". Da maneira como as pessoas interagem (e as consequências psicológicas disso) aos modelos de negócios dos serviços mais

populares da web: nada mais foi como antes, depois do "primeiro like".

É curioso pensar que o Curtir demorou a existir. Criado em 2007 pela ilustradora Leah Pearlman, gerente de produto do Facebook na época, o recurso passou dois anos "na geladeira". Mark Zuckerberg, fundador da rede social, não gostava muito dele, mas foi vencido pelo entusiasmo dos funcionários da empresa. "É uma forma rápida de dizer aos seus amigos que você curte o que eles estão postando",

dizia o texto que apresentava a função, escrito por Pearlman. "Isso deixa espaço nos comentários para elogios mais longos."

Era algo novo: Orkut, MySpace e outros serviços da época eram organizados em textos e comunidades, bem como inúmeros fóruns que reuniam aficionados por qualquer tema - de PCs a cinema, algo que soa muito nerd hoje em dia. Os elementos visuais eram mais rudimentares. As pessoas já usavam emojis para se expressar em e-mails, por exemplo, mas eles serviam mais como complemento ao texto.

O botão curtir permitia uma reação rápida - e até um pouco desinteressada - a qualquer coisa. Não à toa, ele teve sucesso imediato. "Em pouco tempo, publicações que tinham 50 comentários acabavam tendo 150 curtidas", disse Pearlman, em entrevista à revista Vice, em 2017.

Era o que o Facebook precisava: três meses após lançar o Curtir, a rede superou seu maior rival nos EUA, o MySpace. Mais que isso, ditou moda: em 2010, o YouTube trocou as estrelas de seu sistema de avaliação de vídeos por um polegar positivo. O Twitter fez testes até 2015, quando estabeleceu o coração como símbolo para "curtir" um tuíte. Instagram, LinkedIn e Tinder também incorporaram o recurso. "Hoje, é difícil imaginar uma rede social sem curtidas", diz Luís Peres-Neto, professor da ESPM.

Egotrip. "Com o curtir, as pessoas passaram a fazer mais publicações", afirmou Pearlman à Vice. De participantes de uma rede, as pessoas agora se consideram protagonistas dela. "Há uma supervalorização da validação do próximo, do olhar de outras pessoas sobre tudo que o usuário faz", diz Alexandre Inagaki, consultor em redes sociais.

É algo que tem gerado impactos na saúde mental: estudo feito pela Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA) em 2017 mostrou que receber uma curtida ativa áreas do cérebro que respondem quando se recebe algo bom - como comer chocolate em um dia difícil.

Outras pesquisas já ligaram sintomas de depressão, ansiedade, solidão, baixa autoestima e tendências suicidas ao uso de redes sociais. "Tem gente com autoestima baixa que posta selfies todo dia, esperando reações. Quando não se recebe muitas curtidas, a tendência é ficar mais triste", diz a psicóloga Anna Lucia King, do Instituto Delete, ligado à UFRJ.
Manada.

No mesmo estudo, pesquisadores da UCLA mostraram que o Curtir ajuda a gerar comportamentos de manada - se uma foto já ganhou muitos likes, é provável que mais pessoas devam se manifestar sobre ela.

Por outro lado, os algoritmos das redes sociais consideram o número de curtidas para determinar o que será exibido a um usuário. Se ele curte sempre as mesmas coisas - e quem produz conteúdo busca temas populares para ganhar curtidas - o processo de criação de uma bolha está formado. Unidos, o "efeito manada" e o reforço do algoritmo geram uma reação em cadeia.

As curtidas permitiram ainda uma forma eficiente para o funcionamento desses algoritmos. Na época, sistemas de reconhecimento de texto por inteligências artificiais eram bem mais rudimentares - até hoje, eles não entendem ironia. Há ainda a complexidade de diferentes idiomas. O Curtir, para o algoritmo, virou um tradutor universal: todos falam a mesma língua, com dois signos - "gostei" ou "não gostei".

De quebra, as redes sociais passaram a identificar os gostos das pessoas, num prato cheio para a publicidade. É um ingrediente importante para o Facebook ter sobrevivido e gerado receita de US$ 16 bilhões em seu último trimestre fiscal; uma realidade muito diferente do Google com o Orkut, que nunca conseguiu faturar. Trocar curtidas por dinheiro virou um modelo comercial imperativo.

É nas curtidas, também, que surgem algumas das principais mazelas da internet atual - de "fazendas" com milhares de smartphones curtindo posts 24 horas por dia, inflando números de audiência por centenas de dólares, à interferência em eleições e fome por dados de usuários. A Cambridge Analytica, firma de marketing político que usou indevidamente dados de 87 milhões de perfis do Facebook, começou analisando justamente as curtidas. Com 150 publicações, os pesquisadores diziam saber mais sobre alguém do que seus pais ou irmãos.

É algo que causou danos ao Facebook - fazendo a empresa rever políticas, perder dinheiro e colocando-a sob escrutínio global. Talvez, em breve, esse modelo já não seja mais tão curtido. / COLABOROU

GIOVANNA WOLF

(Fonte: Bruno Romani) - 18/02/2019
Alemanha consulta indústria sobre potencial da tecnologia blockchain

A Alemanha abriu um processo de consulta sobre como explorar o potencial da tecnologia blockchain antes de apresentar uma estratégia de ação neste ano, disseram fontes do governo nesta segunda-feira.

Berlim é um centro para startups, das quais cerca de 170, de uma forma ou de outra, trabalham com blockchain, a tecnologia que sustenta a moedas digitais como o bitcoin.

Há um grande interesse de potenciais participantes e investidores de uma série de indústrias, incluindo de veículos, produtos farmacêuticos, energia e administração do setor público, que esperam transformar a forma como negócios em massa são feitos via blockchain.

De acordo com as fontes, empresas e grupos da indústria que poderiam se tornar interessados em um processo de implantação de blockchain na maior economia da Europa foram convidados a fornecerem recomendações a partir desta semana.

Embora resultados concretos estão sendo buscados, ainda não está claro se eles se materializam imediatamente em qualquer movimento legislativo, disseram eles.

Startups que trabalham com blockchain disseram que sem um quadro legal, existem obstáculos de entrada elevados para a adoção mais ampla da tecnologia. Os governos pedem cautela em relação às criptomoedas que utilizam a tecnologia.

Poucas das grandes economias do mundo criaram estratégias abrangentes sobre como fomentarem startups de blockchain.

Alguns, incluindo Grã-Bretanha e Cingapura, permitiram que essas empresas tivessem liberdade limitada para testarem aplicações inovadoras de blockchain no setor financeiro.

(Fonte: Reuters) - 18/02/2019
BRASILEIROS CONFIAM POUCO EM COMPRAS ONLINE

Conforme pesquisa da Minsait, os brasileiros são os que se sentem mais inseguros com e-commerce entre os consumidores latinos

A Minsait, uma empresa Indra, mostra em seu estudo mais recente de meios de pagamento que os brasileiros dominam o meio online para fazer compras – porém ainda não se sentem tão seguros quanto seus pares na América Latina para confiar no ambiente online.

De acordo com a pesquisa, o Brasil lidera em número de consumidores que já compraram online pelo menos uma vez (94,6%). Em seguida, aparecem o Chile (93,5%), Argentina (91,6%), Colômbia e México (90,9% e 90,8%, respectivamente).

Contudo, a frequência de compras varia bastante: enquanto a maioria dos consumidores nos demais países compra online uma vez por mês, grande parte dos brasileiros consome de maneira mais esparsa: uma vez a cada três meses.

A diferença pode ser explicada pelo nível de segurança observado na hora de efetuar compras online. A Argentina lidera em segurança, com 78,7% dos consumidores que se declaram totalmente ou bastante seguros, seguida pelo Chile (73,2%), México (68,6%) e Colômbia (66,8%). O Brasil aparece em penúltimo lugar, com 62,7% dos consumidores se sentindo bastante seguros – índice apenas superior ao dos peruanos, de 56,4%. (com assessoria de imprensa).

(Fonte: Da Redação DA REDAÇÃO) - 11/02/2019
WhatsApp e Instagram preocupa reguladores europeus

Possível erosão dos mecanismos de privacidade dos apps, obstáculos para realizar auditorias externas e processamento de metadados geram apreensão

A ideia de Mark Zuckerberg de integrar seus três principais serviços, Facebook, WhatsApp e Instagram, está causando preocupações relacionadas à privacidade em reguladores europeus. No dia 25 de janeiro, uma reportagem do New York Times revelou que a companhia está trabalhando para unificar a infraestrutura dos três serviços - a mudança poderia permitir, por exemplo, que um usuário do WhatsApp enviasse mensagens a um contato do Instagram. A Comissão Irlandesa de Proteção de Dados (IDPC, na sigla em inglês), agência que regula diretamente o Facebook no continente, postou um comunicado em seu site no qual exige um relatório urgente sobre os planos da companhia.

"Propostas anteriores de compartilhamento de dados entre as companhias do Facebook fizeram surgir preocupações significantes em relação à proteção de dados e o IDPC está buscando garantias de que essas preocupações serão consideradas pelo Facebook ao desenvolver essa proposta", diz o texto.

Entre os motivos de apreensão estão a possível erosão dos mecanismos de privacidade dos apps, principalmente do WhatsApp, o aumento de obstáculos para realizar auditorias externas sobre o tratamento de dados e o processamento de metadados gerados pelos serviços. Metadados são informações geradas em atividades online que não identificam diretamente os usuários. Porém, dependendo de como são processados, podem revelar a identidade de seus donos. Nesse caso, a lei europeia de proteção de dados considera que essas informações são privadas, e que merecem proteção.

Em 2018, os fundadores do Instagram, Kevin Systrom and Mike Krieger, deixaram a empresa por considerar que o Facebook estava reduzindo a independência do serviço. Brian Acton e Jan Koum, fundadores do WhatsApp, também saíram do Facebook por considerar que a rede social pressionava para reduzir a privacidade do app com objetivos comerciais. Em uma entrevista à Forbes, Acton disse que o Facebook o instruiu a dizer para reguladores europeus em 2014, na época da aquisição da empresa, que unificar os dados dos usuários das duas plataformas seria muito difícil de realizar.

Na Europa, o Facebook já foi ameaçado de sanções ou foi punido na Alemanha, no Reuno Unido e na França em casos relacionados a transferências de dados entre seus diferentes serviços. Isso inclui uma multa de US$ 122 milhões por ter fornecido informações falsas ou enganosas durante o processo de aquisição do WhatsApp.

O Facebook não comentou o comunicado da IDCP. Ao New York Times, a empresa se manifestou sobre a integração. Disse que pretende "construir as melhores experiências de mensagens possíveis, com comunicação rápida, simples, confiável e privada." "Estamos trabalhando em fazer todos nossos serviços criptografados e considerando jeitos para que seja mais fácil encontrar amigos e familiares pela rede", completou.

Marcando posição. Ao unir a infraestrutura dos seus aplicativos, Zuckerberg planeja aumentar a utilidade de sua rede social, mantendo bilhões de pessoas em seu ecossistema. A ideia é de que quanto maior integração entre os aplicativos da empresa, menos pessoas usarão os rivais da companhia para se comunicarem - como os serviços de Apple e Google. Além disso, com maior interação pelos aplicativos do Facebook, a empresa também pode aumentar sua receita com publicidade, bem como adicionar novas fontes de faturamento aos apps.

Outra utilidade da integração seria a de reforçar o papel do Facebook como uma ferramenta de comunicação global - hoje, o WhatsApp é popular na América do Sul e na Índia, mas se vê preterido pelo WeChat, na China, e até mesmo por mensagens SMS nos Estados Unidos. Além disso, as mudanças fornecem à Zuckerberg uma chance maior de fazer dinheiro com o Instagram e o WhatsApp. Hoje, os aplicativos geram pouca receita, apesar de terem, respectivamente, 1 bilhão e 1,5 bilhão de usuários mensalmente ativos.

(Fonte: Redação Link Estadão) - 11/02/2019
Liniers presta homenagem a Popeye em seus 90 anos

Convidado para tributo ao marinheiro, o cartunista argentino Liniers diz que é fã de Popeye desde que era criança

O marinheiro mais popular do mundo pode ser "forte até o fim", mas não mostra sinais de que tão cedo esse fim chegará.



Marinheiro Popeye e Olívia Palito
Foto: iStock

Popeye, que completou 90 anos em janeiro, ainda continua forte, personagem de desenho animado que tem mais de 10 milhões de fãs no Facebook. E no seu aniversário ele reaparece em quadrinhos e vídeos para uma nova geração.

Popeye estreou na tira em quadrinhos Thimble Theatre, de E.C. Segar (Elzie Crisler Segar), em 1929, no New York Journal e anos depois foi lançado seu primeiro desenho animado. E a dinâmica logo se estabeleceu: ele se alimentava de espinafre para ganhar força, derrotar o valentão Bluto (o nosso Brutus), seu rival, e salvar sua namorada Olive Oyl, Olívia Palito no Brasil.

Agora a King Features está homenageando o marinheiro — que ainda tem como marca registrada os antebraços volumosos, embora não esteja sempre com seu cachimbo feito de espiga de milho — com uma série de curtas animados, Popeyes Island Adventures, no canal do YouTube Popeye and Friends.



E a King Features está convidando artistas famosos para desenhar os quadrinhos num tributo ao famoso Popeyes Cartoon Club de Segar, onde trabalhos de arte de fãs eram compartilhados nas tiras. Um desses artistas convidados é o cartunista argentino Liniers (pseudônimo de Ricardo Siri) cujos famosos quadrinhos do Macanudo ela edita. Liniers conversou com o The Washington Post e falou do seu amor por Popeye.

Quando começou sua história com o Popeye?

Garoto em Buenos Aires, na minha escola eram exibidos desenhos animados do Fleischer Studios e eu os adorava. Lembro-me de comer espinafre, que odiava, achando que meus músculos aumentariam instantaneamente. O que não ocorreu e durante um longo tempo odiei espinafre. Mas adorava Popeye!

Na sua visão, por que Popeye ainda é um ícone pop aos 90 anos de idade? Que mágica o faz durar tanto?

As crianças amam aventuras. E não é isso o que os marinheiros representam na nossa imaginação? São pessoas que se arriscam profissionalmente. Viajam pelo mundo. E se aventuram no desconhecido. E Popeye também é divertido. O Superman não era divertido. O Batman também não. Mas o Popeye é engraçado em toda situação perigosa que enfrenta.

Como reagiu quando a King pediu para você criar sua própria tira do Popeye?

Demorei um tempo para criar coragem e começar a desenhar, mas tão logo comecei percebi que ele era um velho amigo. Adorei realizar esse trabalho. A maneira como Segar desenha sempre me influenciou desde que comprei a coleção de desenhos animados do Popeye. Era a coleção dos 60 anos editada por Mike Higgs. Estudei a maneira como ele traçava e riscava o papel. Acho que essas velhas tiras são a razão pela qual eu ainda trabalho com tinta e caneta bico de pena.

Quem retrata seu Popeye favorito, de qualquer era, e por quê?

E. C. Segar. Adorei o fato de ele criar esse universo maluco e alternativo. Todos esses personagens bizarros que saíram do seu tinteiro e povoaram essa tira de modo tão absurdo e natural.

Há algum aspecto do Popeye que influenciou ou inspirou seu trabalho?

Acho que a influência mais importante é tentar criar um mundo que possa se sustentar por si só. Com personagens que parecem existir quase separados do seu criador.

Na sua visão, por que Popeye seduz eternamente as crianças?

Os incríveis antebraços! As crianças sabem que ele consegue realizar qualquer coisa com eles. E também a âncora tatuada no braço. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

(Fonte: Michael Cavna) - 05/02/2019
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